Onde o tempo não mais passa.

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Fiquei perdido na metade do caminho das metas e acho que não vou cumprir nenhuma delas, já guardei lenço e óculos. Da janela desse quinto andar (de onde ela não vai se jogar), ouço os carros passando lá em baixo. Motoristas apressados que revelam o sábado à noite, quando o coração tuntunteia mais rápido que o tiquetaquear compassado que tudo traz e tudo leva.

A lua me traiu: já é domingo. Assim, pressa não preciso ter. Não onde o tempo não mais passa. O tempo agora é o espaço e com um passo eu chego à minha cama. É uma vontade que dura meio metro e então a querência se transforma em permanência. E o depois só amanhã, que é hoje e mais ontem e mais. E mais.

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